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Bem, para começar, este é um disco viciante. Dos
mais viciantes que alguma vez ouvi. É fantástico. Tem de tudo.
Desde o funk com tiques de rock (“daft punk is playing at my
house”), rock ‘n’ roll pelos tomates com sabor a Mark E. Smith
(“movement”), electro (“tribulations”), piscadelas de olho a
bandas seminais como os Kraftwerk (“disco infiltrator) ou
Suicide (“great release”), baladas com guitarras ácidas (“never
as tired as when i’m waking up”), house com tiques de rock
(outra vez!), rock com tiques de house, letras verdadeiramente
irónicas (ou, se calhar, não), electrónica (“too much love”). Há
de tudo nesta maravilha de estreia. Muito do que aqui se ouve já
se ouviu é verdade, mas como alguém disse, nunca se ouviu como
aqui se ouve. Essa é a verdade inabalável. E isto é só no disco
1, o de originais, porque há mais neste bolo dançante do que
apenas uma cereja. Assim, o disco 2 reúne os singles que os lcd
soundsystem vinham lançados desde 2002.
“losing my edge” (“hey kids I’m coming up from behind…” “ I was
there in 1968 at the first Can show in Cologne…”, canta Murphy,
com uma secção ritmica irrepreensivel) com “beat connection” no
lado b, a excelente malha rock ‘n’ funk-punk que é “give it up”,
o devaneio punk de “tired”, “yeah” com duas versões de partir a
moca, a original e a pretenciosa. “What we want? What we want?
Sex with TV stars.”
Yeah. Para acabar em beleza vem “yr city’s a
sucker”, para nos fazer recordar toda a pandilha de madchester,
desde os A Certain Ratio até aos Primal Scream passando,
obviamente, pelos Happy Mondays. Uma maradice. Que maradice. Os
lcd soudsystem vivem. Vivam os lcd soudsystem. |
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